28/03/2012

"Mitos e contos de fada dão expressão a processos inconscientes e escutá-los faz com que esses processos de novo revivam e tornem-se atuantes, restabelecendo portanto a conexão entre consciente e inconsciente."

Jung

08/03/2012

Sofrimento Psíquico x Doença Mental





Noto que ainda há certa confusão sobre a procura do paciente para psicoterapia e psiquiatria. 

"Quando devo ir ao psicólogo ? E ao psiquiatra?Qual a diferença entre eles ? 
Se já estou medicado, porquê  frequentar a psicoterapia ? 
Se estou em terapia, preciso mesmo tomar todos medicamentos que o médico indicou ? 
Porquê o tempo de duração deste tipo de tratamento é indeterminado ? 
O que os outros vão pensar de mim ? Estarei ficando louco?" 

Estas e outras questões assobram a pessoa sob a forma de esteriótipos e preconceitos que dificultam a vinda  do paciente e seu comprometimento com os tratamentos necessários, fortalecendo e cristalizando sintomas que minam, dia a dia, o desempenho da pessoa na família, nos estudos, no trabalho.

Quando o paciente enfim, exausto, não suporta mais lidar sozinho com seu sofrimento e  decide tomar coragem pra buscar auxílio profissional, chega com uma solicitação de "urgência", que não pode ser atendida. Afinal  muito tempo se passou, talvez anos, desde o primeiro sinal de que algo não estava bem. E aquele sintoma, pequeno e esporádico a princípio, envolve e prejudica todos os aspectos da vida da pessoa.


Alguns esclarecimentos são necessários:

Nem todo paciente que está em Sofrimento Psíquico, têm Doença Mental.

Nem todo Doente Mental, esta em Sofrimento Psíquico (embora muitos deles estejam). 

Quanto antes, o paciente ou seus familiares buscarem o  diagnóstico e o tratamento necessário, melhores  e mais rápidos são os resultados.

Não se importe com a opinião de amigos, colegas ou familiares, que "julgam seu tratamento como fraqueza ou loucura". Eles não sabem o que dizem !!!E es não sentem o que você esta sentindo !!!

Somente um profissional  pode avaliar a extensão dos seus sintomas !
 
Cabe a Psiquiatria, diagnosticar, solicitar exames médicos e tratar a Doença Mental e a sintomatologia do paciente através de medicamentos . Também deve perceber a necessidade de psicoterapia e encaminhar a outro profissional, caso o Psiquiatra não seja também psicoterapeuta.

Cabe ao psicólogo, junto ao paciente, buscar a origem e o porquê destes sintomas: sejam sonhos, pensamentos, comportamentos, sentimentos ou impulsos, avaliar e refletir sobre a extensão do sofrimento, encontrar aspectos saudáveis e fortalecê-los, para que o paciente possa lidar com a questão, enfrentá-la e superá-la.

Também é função do psicólogo diagnosticar e encaminhar o paciente que precisa de tratamento psiquiátrico,sempre que necessário.

Cabe a pessoa, aquele que sofre e questiona, se mobilizar em prol de si mesmo...



"Se de um casulo sai uma borboleta,
algo se rompe e algo se liberta em asas.
E este algo de asas é um outra coisa que não o casulo,
embora tenha sido parte dele um dia, em sua imobilidade
e em sua relação fechada e larvar com o mundo.
Livre, enfrentará outros perigos, teias, paralisações e noites,
mas terá em si mesmo seu plano de vôo e, no ato de voar,
o desempenho de um novo papel antes inexistente,
que lhe permitirá encontrar o polén e fecundar as flores" *

* Texto de Sérgio Perazzo, retirado do seu livro: Fragmentos de um Olhar Psicodramático



06/10/2011

Psicopatologia na Infância e Adolescência

Também na infância e na adolescência há vários fatores físicos ou mentais que podem alterar o  pleno desenvolvimento e  a qualidade de vida, gerando sofrimento mental tanto ao indivíduo em formação, quanto a sua família.
 Temos como exemplo:
  • Deficiência mental;
  • Os transtornos invasivos do desenvolvimento: Autismo, Síndrome de Aspenger, de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância; 
  • Transtornos do Desenvolvimento da Linguagem;
  • Transtornos de Escolaridade;
  • Esquizofrenia Infantil;
  • Trantornos do Humor - Depressão, mania;
  • Síndromes Mentais Orgânicas;
  • TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade;
  • Transtornos de Conduta;
  • Transtorno obsessivo-compulsivo;
  • Transtornos ansiosos;
  • Transtornos Alimentares - Bulimia; anorexia nervosa, obesidade.

Tratamentos
  • Avaliação e Acompanhamento médico e medicamentoso;

  • Avaliação e Acompanhamento de outros profissionais, quando necessário ao caso: pedagogos, fonoaudiólogos, terapeuta ocupacional,etc;
  • Abordagem psicossocial - através da participação em Hospital/Dia;
  • Orientação Familiar/Psicoterapia Familiar;
  • Psicoterapia Individual ou de Grupo.

28/08/2011

Alucinações - Parte 3




Alucinações cinestésicas: Esta alucinações se relacionam a movimentos , ao senso de equilíbrio. O enfermo sente que seu corpo ou parte dele realiza movimentos fora de sua vontade. São diagnosticadas em pacientes neurológicos e em algumas ocasiões, na esquizofrenia.

Alucinações cenestésicas: São sensações anormais dentro de partes do corpo. Há relatos de que os olhos estão saltados fora das órbitas, que o cérebro esta queimando ou que o sangue esta congelado dentro das veias. Comumente há associação com as zonas erógenas de enfermos do sexo feminino.
Somando-se a presença de vivências de influência física, torna-se um sintoma importante no diagnóstico da esquizofrenia.

Alucinações psíquicas: Estas alucinações  são de difícil interpretação e não tem um verdadeiro caráter objetivo.Há descrições de palavras sem som, vozes sem ruídos e linguagem dos espíritos, por exemplo.

21/08/2011

Alucinações - Parte 2




Alucinações Táteis: As alucinações táteis são comuns nas psicoses tóxicas (alcoolismo e drogadição, com enfâse no uso da cocaína e ses derivados). Neste tipo de alucinação o enfermo sente e percebe animais, insetos ou vermes que percorrem sua pele.

Alucinações de Contato: Em sua maioria são localizadas nas zonas erógenas e aparecem com mais frequência no sexo feminino. As enfermas queixam-se que são vítimas de defloramento, relações sexuais, de masturbação.

Alucinações Olfativas e gustativas: São relativamente raras e seu conteúdo é normalmente desagradável. Os enfermos sentem cheiro de carne putrefada, queimado, lixo, mofo,etc. Podem acreditar que o cheiro é do ambiente externo ou que ele surge de seu próprio corpo, tornando a experiência ainda mais negativa. Podem sentir gosto estranho e persistente em alimentos e bebidas, podendo associar a "venenos" ali colocados.




01/08/2011

Alucinações

"Alucinações são imagens representativas ou fantásticas que têm características de sensoriedade, sendo aceitas pelo juízo como realidade preveniente do mundo exterior." Ou seja a alucinação é uma falsa percepção, onde a pessoa percebe objetos, pessoas,animais, etc, com todas as características sensoriais, mas na ausência de um estímulo sensorial.

As alucinações não são frequentes, mas podem estar presente em várias doenças mentais, inclusive no alcoolismo e drogadição.

O valor emocional dado a ela é variável: o paciente pode ficar indiferente, enraivecido, assustado, etc.

Segue abaixo uma resenha dos tipos de alucinações que podemos diagnosticar:

Alucinações visuais: A pessoa vê pessoas, objetos ou mesmo cenas completas. As imagens podem ter perspectiva e movimento, adquirindo ainda mais  características que a assemelham de uma percepção. A descrição de imagens fortemente coloridas e animadas estão, na maioria das vezes, associada a estados de excitação ou exaltação.

Alucinações liliputianas: Trata-se de um tipo de alucinação visual diferente, onde o enfermo vê pequenos personagens animados (animais, pessoas, seres místicos como fadas ou doendes), isolados ou em grupo.

Alucinações autoscópica: O enfermo vê uma imagem de si á sua frente, tal qual um espelho, um desdobramento do eu.

Alucinações extracampinas: O paciente "vê" cenas fora do seu campo de visão, ou seja, atrás de sua cabeça. Pode perceber pessoas inteiras ou rostos caricatos.

Alucinações auditivas: São as alucinações mais frequentes e mais importantes. O enfermo ouve: ruídos, zumbidos, murmúrios, estalos, chiados, vozes que comandam ou ameçam. O paciente pode ouvir apenas a repetição de uma palavra, de frases inteiras ou conversas. As vozes podem ser masculinas, femininas, infantis e vir de toda e qualquer direção.

Cabe aqui apontar três tipos frequentes de alucinações auditivas: a sonorização do pensamento -  onde o enfermo escuta seu próprio pensamento; a audição de vozes sob a forma de diálogo e a audição de vozes que interferem na própria atividade, vozes que transmitem ordens e comandos ao enfermo e os quais ele não consegue ou pode recusar, mesmo  que seja  contra sua vontade.

01/07/2011

Alterações das Representações - 2ª Parte

Imagens cinestésicas: são oriundas das percepções das sensibilidades proprioceptivas, que dão a pessoa consciência do movimento do seu corpo em seu todo ou de suas partes distintas ou em conjunto. Adquirimos hábitos que se tornam automáticos como andar, nadar, dirigir veículos. A imagem cinestésica é a memória corporal destes hábitos.

Imagens cenestésicas: As sensações cenestésicas proporcionam as sensações e sentimentos de existência do nosso corpo. A existência destas imagens é contestada por profissionais da área da saúde mental, que questionam sua existência.

Imagem visual intuitiva: Tipo de imagem visual subjetiva, com tal riqueza de detalhes que se assemelha a uma percepção de fato. A descrição é tão precisa como se fosse produto de percepção. Fatores afetivos interferem no resultado deste tipo de imagem, que sempre é agradável ao sujeito e isenta de detalhes anti-estéticos ou desagradáveis.

Imagem consecutiva: É a consequência do estímulo  sensorial intenso e duradouro, após cessado o estímulo. Tende a perder sua intensidade progressivamente perdendo sua nitidez até desaparecer por completo.

Imagem fantástica: Não corresponde a nenhuma experiência sensorial concreta. É um produto livre da imaginação e fantasia da pessoa. O aparecimento deste tipo de imagem acompanha a sensação de estar frente a algo novo e fantástico, talvez como produto da atividade intelectual.