12/12/2013

Raiva - 2

Pessoas que tem alto nível de raiva voltada para dentro, frequente sentem intensos sentimentos de raiva, mas tendem a reprimí-los em vez de expressá-los, de forma fisica ou verbal. Por não permitirem-se expressar tais sentimentos, sentem-se injustiçados pelos outros e frustram-se com facilidade.




Pessoas com grande intensidade de raiva pra fora, frequentemente experimenciam  a raiva e a expressam através de comportamento agressivo dirigido a outras pessoas, animais ou objetos, através de atos físicos, tal como bater portas, quebrar objetos ou agrediir uma pessoa; ou na forma verbal por meio de críticas, sarcasmo, insultos, ameaças e uso extremo de palavrões.





Pessoas que tem um temperamento raivoso tendem a expressar sua raiva com pouca provocação, costumam ser altamente sensíveis a críticas, afrontas e avaliações negativas. Frequetemente são impulsivos e lhes falta o controle da raiva, e por isso mesmo, tendem a não serem rancorosos e vingativos.


Que tipo de raiva você sente ? Quando sente ? De que forma você expressa esse sentimento? Já pensou nisso ?


Enfim, a raiva é um sentimento natural, que toda pessoa experiencia, desde bebê até o fim da sua vida, em momentos diferentes e em graus diferentes. Ela pode trazr consequências externas, como por exemplo, quando alguém perde o controle e fere alguém; como quando alguém tem uma discussão mais acolarada no ambiente de trabalho e é demitido. Pode trazer consequências sérias para aquele que sente a raiva, ao desenvolver várias doenças somáticas ( as cardiopatias e as doenças do sistema digestivo estão intimamente ligadas a raiva pra dentro).  Porém, se bem canalizada, ela se transforma em ASSERTIVIDADE, que é quando o sujeito canaliza e  transforma o sentimento de raiva num impulso que o impele a enfrentar obstáculos  e desafios que estejam no caminho que os leva a alcançar seus objetivos e metas.






Baseada nos escritos de : Charles D.Spilberger



 







 


10/12/2013

RAIVA ? QUE SENTIMENTO É ESTE ? - 1




"A experiência da raiva é conceituada como tendo dois componentes principais: estado e traço de raiva.

O estado de raiva é definido como um estado emocional caracterizado por sentimentos subjetivos que variam de intensidade, que vai desde um leve aborrecimento ou irritação até a fúria intensa e cólera. O estado de raiva é geralmente acompanhado por tensão muscular e excitação. A intensidade do estado de raiva varia em função da injustiça percebida, ataque ou tratamento injusto pelos outros e frustrações resultantes de obstáculos ao comportamento dirigido a um objetivo.

O traço de raiva é definido como a disposição de perceber uma gama diversa de situações como desagradáveis e frustradoras e a tendência a reagir a tais situações com elevações mais frequentes no Estado de raiva. Os indivíduos com um traço de raiva muito alto experienciam o estado de raiva mais frequentemente e com maior intensidade do que indivíduos com um traço de raiva baixo.


  • A expressão da raiva é conceituada como tendo três componentes principais. Primeiro: a expressão da raiva em relação a outras pessoas ou objetos no meio (Raiva pra Fora;
  • Segundo:  é a raiva dirigida PRA DENTRO, ou seja, a repressão dos sentimentos de raiva e
  • Terceiro: Diferenças individuais no grau em que uma pessoa tenta controlar a expressão da raiva constituem o terceiro componente da expressão da raiva."

 Fonte: Charles D. Spielberger

20/11/2013

NEUROSE E PSICOTERAPIA







Os transtornos neuróticos são estáveis e duradouros e apesar do sofrimento psíquico e somático que ocasionam ,mas não chega a impedir as relações interpessoais ou dificultar o exercício profissional. Não se perde a capacidade de julgar os fatos, não há confusão mental, delírios ou alucinações. Os conflitos neuróticos são conflitos internos; sua origem e elaboração estão no inconsciente, baseados em regressão ou fixação em fases anteriores da existência da pessoa. A neurose indica que um conflito infantil não foi resolvido. Por isso, a psicoterapia parte da investigação da história vivencial das épocas precoces do desenvolvimento infantil daquele indíviduo. Quando este conflito infantil vem a tona, vêm ao consciente, ele pode ser elaborado e resolvido.


A neurose não é percebida por outras pessoas, além daquele que sofre com ela.  Não é necessário o uso de medicamentos para controle ou tratamento. A Psicoterapia, individial ou de grupo, oferece grande auxilio na conscientização e tratamento das neuroses, minimizando o sofrimento do paciente, que pode viver sua vida de forma mais plena e feliz.





19/11/2013

Um abraço, um beijo, um chamego...

O toque físico não é apenas agradável. Ele é necessário e terapêutico. Pesquisas cientifícas respaldam a teoria de que a estímulação feita pelo toque é necessária para o nosso bem estar, desde o nascimento até a velhice. Bem estar físico e emocional.


O toque é usado em vários centros médicos para aliviar a dor, a depressão , a ansiedade; estímula bebês prematuros a crescer e desabrochar.

O toque auxilia no desenvolvimento da linguagem e da inteligência das crianças;

O toque provoca mudanças que foram medidas na saúde física em pacientes acamados, e o melhor, ele promove benefícios em quem toca e quem é tocado;

Um abraço acaba com a solidão, alivia a tensão, combate a insônia, destrava defesas emocionais desnecessárias.

Melhora a autoestima! Subostitui com eficiência a falta de palabras, pois o toque é uma linguagem universal !

Mas lembre-se de que, algumas pessoas podem não estar acostumadas com um abraço, um toque e podem interpretá-lo mal... peça permissão primeiro e seja gentil.

E este toque terapêutico não pode e não deve, por ética, ter significados negativos ou conotação sexual.

Bora abraçar mais ?????



 

13/11/2013

ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO (CRIANÇAS)

Crianças pequenas podem experimentar ansiedade quando separadas de seus pais, principalmente em ambiente estranho. Considera-se Transtorno de Ansiedade de Separação quando a a criança experimenta uma ansiedade excessiva e inapropriada quando longe de casa ou separada dos pais.



São sintomas comuns:
  •  sofrimento excessivo e recorrente frente a ausência ou a possibilidade de ausência (mesmo que breve) de um dos pais ou de ambos:;
  • preocupação excessiva e persistente sobre a possibilidade de perder, ou perigos que envolvam tanto a criança quantos os pais;
  • relutância ou recusa em ir pra escola ou qualquer outro lugar, por medo da separação;
  • temor ou relutância em ficar sozinha ou junto com estranhos;
  • pesadelos repetitivos envolvendo o tema da separação;
  • queixas somáticas repetitivas: dores de cabeça, dores de barriga, naúseas ou vomitos;
  • as perturbações descritas causarem prejuízo do funcionamento social e escolar.


A Ansiedade de Separação pode estar presente em qualquer idade, ficando mais evidente em crianças mais velhas ou adolescentes, das quais esperamos mais autonomia, no sentido de irem para festinhas ou passeios escolares,  dormir na casa de um amiguinho, etc. Mesmo sendo um evento interessante, a criança se recusa a se separar dos pais, por receio de que algo possa acontecer neste intervalo.

Ao deparar-se com estes sinais, os pais devem primeiramente fazer uma avaliação médica em função das queixas somáticas, e encaminharem-se para um psicólogo infantil que fará a Orientação Familiar e o Atendimento da Crianças. Em alguns casos mais severos, pode ser necessário a intervenção inicial de um psiquiatra infantil.

Viva o Lobo Mau !!!!!!

"Os contos de fadas, considerados por pais e educadores até pouco tempo como "irreais", "falsos" e cheios de crueldade; são para as crianças, o que há de mais real, algo que lhes fala, em linguagem acessível, do que é real dentro delas. Os pais temem que os contos de fadas afastem as crianças da realidade, através de mágicas e fantasias. Depois que a psicanálise desmistificou a "inocência" e a Simplicidade" do mundo da criança, os contos de fadas voltaram a ser lidos e discutidos, justamente por descreverem um mundo pleno de experiências, de amor, mas também de destruição, de selvageria e de ambivalências. A psicanálise provou que, na verdade os pais temem que os filhos os indentifiquem com bruxas e monstros, ogros e madrastas e, em consequência, deixem de amá-los."





"Os contos de fadas sofreram uma crítica severa quando novas descobertas da psicanálise e da psicologia infantil revelaram o quanto a imaginação da criança é violenta, ansiosa, destrutiva e até mesmo sádica. Partindo deste conhecimento, deveria ser fácil reconhecer que os contos de fada falam à vida mental interior da criança. Mas, em vez disso, os céticos proclamaram que estas histórias criavam, ou pelo menos encorajavam muito, estes pensamentos conturbados. Baniram os contos de fadas tradicionais e folclóricos e decidiram que, havendo monstros numa estória narrada á criança, deveriam ser todos amigáveis - mas se esqueceram que do monstro que a criança conhece melhor e com o qual mais se preocupa: o monstro que ela sente ou teme ser, e que algumas vezes a persegue. Mantendo esse monstro dentro da criança, sem falar dele, ou escondido no inconsciente dela, os adultos impedem-na de elaborar fantasias em torno da imagem que conhecem nos contos de fadas. Sem estas fantasias, a criança não consegue conhecer seu monstro melhor, nem recebe sugestões sobre a forma de conseguir controlá-lo. Em consequência, fica impotente face ás suas ansiedades - muito mais do que se tivesse ouvido contos de fadas que dão corpo e forma a estas ansiedades e mostram os meios de vencer estes monstros. Se nosso medo de ser devorado toma a forma tangível de uma bruxa, podemos nos livrar dela queimando a bruxa no fogão." 



 Bruno Bettellheim, A Psicanálise dos Contos de Fadas

20/08/2013

MUTISMO ELETIVO

Você já conheceu ou encontrou uma criança que se recusa a falar contigo num primeiro momento, mas depois de algum tempo ela vai ficando mais confiante e começa a soltar a voz ?

    

          Não é este o caso. O mutismo eletivo é um transtorno da fala, mas de fundo emocional, onde a criança não consegue se expressar verbalmente em algumas ocasiões e com algumas pessoas. Em outros momentos, ela se expressa normalmente.

          São casos relativamente comuns nos consultórios de fonoaudiólogos, que após a avaliação, encaminham o paciente para a psicoterapia.

          Neste transtorno temos habitualmente,  traços comportamentais que reforçam o mutismo, como  ansiedade, retraimento e timidez social, sensibilidade social ou oposição social.

           Na ludoterapia,  podem ser usadas técnicas comportamentais que trarão bons resultados. A orientação familiar é fundamental pra garantia de resultados positivos.